PORTO

Biblioteca para invisuais vai nascer em Dezembro

Uma biblioteca online, de acesso gratuito para pessoas invisuais, vai nascer no Porto até Dezembro. É um dos novos projectos da Tiflos, uma associação de apoio a pessoas com necessidades especiais, criada há cerca de seis meses.

A ideia da biblioteca ocorreu ao fundador da Tiflos, Paulo Jesus, na sequência da sua experiência de vida. Portador de retinite vascular há oito anos, doença que afecta os olhos, deixou de conseguir ler. Neste momento, está a angariar áudio-livros e financiamento, através das vendas na loja de produtos doados na associação, situada na Rua Dr. Alberto Aguiar, no Porto.

Prevê-se que a Tifloteca, assim se vai chamar a biblioteca online, comece a funcionar em 3 de Dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. No futuro, a Tiflos quer alargar o acesso aos livros a pessoas portadoras de outras deficiências, nomeadamente tetraplégicos e disléxicos.

A Tiflos é uma associação particular de solidariedade social que tem como "grande missão melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas portadoras de necessidades especiais residentes em Portugal", explicou o fundador, Paulo Jesus.

A instituição tem outros projectos em desenvolvimento, como a Tiflo-solidariedade (há três meses que a Tiflos tem garantido cabazes de alimentação a 15 famílias); e o Tiflo-talentos, para divulgar talentos de pessoas portadoras de deficiência.

Outra ideia é a oferta de massagens por 10 euros, realizadas por um terapeuta deficiente visual. "Nos dias stressantes que correm, uma massagem alivia o stress. Além disso, ao aderir a esta ideia está a garantir o posto de trabalho de uma pessoa cega", sublinhou Paulo Jesus.

Neste momento, a Tiflos precisa de uma carrinha e voluntários. Ser sócio custa 10 euros de inscrição (com oferta de uma massagem) e quota mensal é de um euro.

Fonte: Jornal de Notícias

 

Data de introdução: 2010-05-21



















editorial

As amas em Creche Familiar

Publica-se neste número do “Solidariedade” o texto do acordo com a FSUGT, na parte que contempla também os novos valores de remunerações acordado para vigorar a partir de 1 de janeiro de 2024.

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

A propósito do contributo da CNIS para as próximas eleições
É já tradição que as organizações de diferentes âmbitos, aproveitem os atos eleitorais para fazerem valer as suas reivindicações mais...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Cuidar da democracia
Neste ano vamos a eleições pelo menos duas vezes (três para os açorianos), somos chamados a renovar o nosso laço político com a comunidade, escolhendo...