Consumo de tabaco na velhice

O consumo do tabaco em indivíduos com idade superior a 65 anos constitui um sério problema na prática geriátrica, tanto na prevalência no consumo como nas consequências e complicações devidas ao tabaco. 

A preocupação com os idosos está a tornar-se uma preocupação da nossa sociedade. O envelhecimento traz alterações fisiológicas deixando-os mais susceptíveis a doenças, como sejam. cardiopatia isquémica, doença pulmonar obstrutiva crónica, doenças cardiovasculares e cancro de pulmão. 

Além disso vai afectar o aspecto físico, a relação interpessoal e a qualidade de vida. Irá proporcionar o aparecimento de rugas, osteoporose, dentes e unhas amarelas, gengivite, mãos rugosas, halitose, cabelos e roupa com cheiro a fumo, alterações do olfacto e gosto, rouquidão, atraso no processo normal da cicatrização das feridas. 

Deixar de fumar traz benefícios para a saúde: reduz o risco a diversas doenças, prolonga a vida com menos restrições, diminui os gastos económicos e outros gastos mais específicos da população mais idosa devido à cronicidade e incapacidade (sobrecarga familiar, apoio comunitário, etc.). 

Deixar de fumar traz vantagens: reduz a mortalidade equiparando-se aos não fumadores aos 10-15 anos. A patologia crónica diminui a mortalidade e reincidência de enfarte em 25 a 50%. A doença pulmonar obstrutiva crónica diminui e é idêntica aos não fumadores aos 5 anos. Rapidamente melhora a circulação e a perfusão pulmonar, o risco de cancro diminui e equipara-se ao não fumadores aos 15 anos. Deixar de fumar por parte do idoso, não só aumenta a esperança de vida como também reduz a dependência física e psíquica.

* Coordenadora Distrital do Tabagismo Sub-região de Saúde de Leiria

 

Data de introdução: 2005-01-07



















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