Cardeal que anunciará a morte do Papa já está no Vaticano

O cardeal italiano Camillo Ruini, vigário de Roma e encarregue, segundo o direito canónico, de anunciar a morte do Papa, chegou hoje ao Vaticano, onde João Paulo II se encontra em estado crítico. A morte do Papa deverá ser oficialmente comprovada pelo cardeal espanhol Eduardo Martinez Somalo, e depois anunciada pelo cardeal Ruini.

Após a morte do Papa, as cerimónias fúnebres serão celebradas durante nove dias, devendo João Paulo II ser sepultado entre o quarto e o sexto dia a seguir à sua morte, segundo as suas ordens, promulgadas na Constituição apostólica de 1996.

O documento, muito preciso, decreta os procedimentos a respeitar após a morte do Papa, anunciando também os procedimentos para a eleição do seu sucessor. Após o anúncio da sua morte, os cardeais deverão fixar a hora e a forma como o corpo do defunto Pontífice deverá ser transportado para a basílica do Vaticano para receber o último adeus dos fiéis.

O funeral decorrerá na Basílica de São Pedro, salvo em caso de disposições testamentárias contrárias. Segundo alguns dos seus compatriotas, João Paulo II gostaria de ser sepultado na Polónia, no jazigo de sua família, em Wadowice, perto de Cracóvia. Esta questão está dependente de o Papa ter deixado um testamento.

Entretanto, centenas de fiéis acorreram esta manhã à Praça de São Pedro, no Vaticano, à espera de notícias sobre a saúde do Papa, a par de dezenas de jornalistas e equipas de televisão de todo o mundo.

A avenida que conduz ao Vaticano (Via da Conciliação) foi encerrada ao trânsito ao princípio da manhã e a segurança foi reforçada em torno da Praça de São Pedro, que, tal como a Basílica, permanece aberta ao público.

Alguns dos fiéis que estavam na zona choraram ao saber as últimas notícias sobre o agravamento do estado de saúde de João Paulo II.

As primeiras missas da manhã na Basílica de São Pedro acorreram mais crentes do que o habitual para rezar pelo Papa, alguns deles depois de terem estado em vigília desde a noite passada nas imediações do Palácio Apostólico do Vaticano.

 

Data de introdução: 2005-04-02



















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