DESPERDÍCIO ALIMENTAR EM LISBOA

Comissariado contra reúne-se pela primeira vez em outubro

As 49 entidades que deverão integrar o Comissariado Municipal de Combate ao Desperdício Alimentar, em Lisboa, reúnem-se pela primeira vez em outubro, tendo como objetivo estender esta causa a toda a cidade, disse o responsável pela iniciativa.
O comissário municipal, João Gonçalves Pereira, acrescentou que vai levar à reunião da Câmara de Lisboa, na quarta-feira, uma proposta para que a entidade seja constituída pelas 24 juntas de freguesia da cidade, pela secretaria de Estado da Alimentação e da Inovação Agroalimentar e da Economia.

A estes, juntam-se organismos como a Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica - ASAE, Banco Alimentar Contra a Fome, Centro Social Paroquial de S. Jorge de Arroios, Comunidade Vida e Paz, DariAcordar, Banco de Bens Doados - Entrajuda, Exército de Salvação Nacional, Federação das Associações de Moradores de Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Bonfim, Re-food 4 good, União Distrital de Lisboa das Instituições Particulares de Solidariedade Social e a associação cívica Lisboa é muita gente. Acrescem os partidos políticos com assento na Assembleia Municipal como o PS, o PSD, o CDS, o PEV, o PCP, o PAN, o MPT, o PNPN (Parque das Nações Por Nós) e o movimento Cidadãos por Lisboa (eleitos nas listas do PS).

Caso a estrutura seja aprovada, a primeira reunião será no próximo mês, assinalou o comissário municipal. Antes, haverá uma reunião entre o comissariado e as juntas de freguesia, adiantou João Gonçalves Pereira. Em maio, foi aprovado por unanimidade, pelo executivo municipal, a criação deste comissariado, encarregado de criar um plano para a cidade.

O objetivo é, assim, que o programa "seja alargado a toda a cidade", dentro de dois anos. Para isso, deverá ser "finalizado e aprovado em reunião de câmara até ao final do ano", frisou o também autarca centrista. Considerando que a meta do desperdício zero é "utópica", porque "há sempre desperdício", o responsável destacou que se pretende que esta seja uma "rede disseminada", com vários centros de recolha e entrega das sobras.

Atualmente, apenas existem "3 ou 4 polos", referiu João Gonçalves Pereira.

 

Data de introdução: 2014-09-23



















editorial

SUSTENTABILIDADE

Quando o XXIV Governo Constitucional dá os primeiros passos, o Sector Social Solidário, que coopera com o Estado, deve retomar alguns dossiers. Um deles e que, certamente, se destaca, é o das condições de sustentabilidade que constituem o...

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Agenda 2030 e as IPSS
Em Portugal é incomensurável a ação que as cerca de 5 mil Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) existentes, têm vindo a realizar.  As...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

A gratuitidade das creches entre o reforço do setor social e a privatização liberal
 A gratuitidade das creches do sistema de cooperação e das amas do Instituto de Segurança Social, assumida pela Lei Nº 2/2022, de 3 de janeiro, abriu um capítulo novo...