PADRE JOSÉ MAIA

Reflexões do Papa Francisco (Ainda Cardeal)

Muito se tem dito e escrito sobre o atual Papa Francisco, um Papa que veio lá do fim do Mundo para ocupar a Cátedra de Pedro, em Roma!

Começou por se impor a toda a gente (crentes e não crentes) pela sua simplicidade de vida, pela forma assertiva de comunicar, através de imensas “parábolas dos gestos” simbólicos e significativos, que depressa nos trouxeram à memória o modo de falar e proceder do próprio Cristo, quando por cá andou!

Por detrás do seu olhar meigo e afável há um pensamento muito bem estruturado e uma prática pastoral vivida e consolidada na convivência com o quotidiano de milhões de pessoas da América Latina, bem distante e diferenciada dos “ares romanos” (vaticanistas), que se vai impondo através de um magistério ancorado no próprio Evangelho, como ficou demonstrado na sua primeira Exortação Apostólica: “ A ALEGRIA DO EVANGELHO”!

Tomo a liberdade de citar algumas partes de uma alegada entrevista concedida pelo então Cardeal Bergoglio ao jornalista Chris Mathews: “vocês (?) criaram um estado de bem-estar que consiste apenas em atender às necessidades dos pobres”.

Mais: “Há políticos e políticas que, para aumentarem o seu poder, se especializaram na criação de pobreza!”.

E ainda: “as ideologias que produzem a pobreza devem ser denunciadas, sendo a educação a grande solução para prevenir este problema”.

Por fim: “…há algo que me irrita profundamente: o facto de os meios de comunicação social abordarem os problemas da pobreza sem se preocuparem em analisar as suas causas”.

E, na forma de desabafo, (não traduzido textualmente) o então Cardeal Bergoglio, partilhava esta realidade sócio/política: o povo empobrece e logo a seguir está disponível para continuar a votar em quem o condenou à sua pobreza!

Ao interiorizar estas reflexões, e tendo em conta os tempos que vivemos, de “globalização da pobreza”, nuns casos, através da “apropriação das migalhas dos pobres” por parte do grande capital financeiro, e noutros, ensaiando a “nacionalização das pessoas” como forma de lhes assegurar mais bem-estar social, interrogo-me: poderão estas reflexões do Papa Francisco dar algum contributo para a “luta contra a pobreza”?

Pe. José Maia

 

Data de introdução: 2014-11-06



















editorial

Voltar a casa

Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

O risco de retrocesso nos apoios à vida independente
O Orçamento de Estado para 2026 foi justamente elogiado por se abster dos clássicos “cavaleiros orçamentais”, designação pela qual são conhecidas as...

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Que espero do novo Presidente da República?
Está próxima a eleição do novo Alto Magistrado da Nação. Temos mais duas semanas para que os candidatos, de forma serena, com objetividade e no âmbito dos...