CNIS

Direção emite comunicado sobre IPSS Raríssimas

A CNIS, Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, acompanha com preocupação as suspeitas de gestão danosa que envolvem a direção, em particular a presidente, da Raríssimas - Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras.
Por ser uma IPSS sua associada, a CNIS sente-se na obrigação de esclarecer que mantém a coerência de princípios que sempre defendeu, e vai defender, em situações semelhantes. As suspeitas de práticas não conformes às leis e à ética, por todas as estruturas das instituições, em todas as dimensões das respostas sociais desenvolvidas nas IPSS, devem ser cabalmente investigadas, julgadas e esclarecidas até às últimas consequências.
É o que defende a CNIS no caso da Raríssimas. Essa investigação haverá de tornar claro que, não obstante se virem a confirmar as suspeitas, o trabalho social desempenhado pela IPSS tem sido meritório, designadamente no apoio aos doentes raros e na identificação das doenças. E esse mérito tem também que ser reconhecido à direção e concretamente à sua presidente.
A CNIS é também mencionada num comunicado da Raríssimas no que diz respeito a uma justificação dos ordenados de dirigentes que, segundo o documento, estarão fixados numa “tabela salarial definida pela CNIS – Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social”. Efetivamente não é assim. Não há tabelas salariais para dirigentes, mas apenas a definição legal estabelecida no estatuto jurídico das IPSS, Decreto-Lei nº 172-A/2014, de 14 de Novembro. Foi aprovado em Conselho de Ministros, em 2014, permitindo aos dirigentes auferirem salário, num máximo de 4 IAS (Indexante dos apoios sociais).
De resto, a CNIS, através do seu presidente Lino Maia, sempre manifestou a favor da gratuitidade e do voluntariado dor órgãos sociais das IPSS, admitindo que a dimensão de algumas instituições ou o nível de envolvimento dos dirigentes possa justificar uma remuneração.
A propósito deste caso cabe, no entanto, à CNIS alertar para os efeitos negativos de uma generalização fácil e irresponsável. Esta polémica com a Raríssimas não pode, de maneira nenhuma, pôr em causa o importante trabalho social que todos os dias e há muitos anos é desempenhado, e vai continuar a ser, pelos milhares de IPSS disseminadas por todo o território nacional. 

 

Data de introdução: 2017-12-11



















editorial

Voltar a casa

Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

O risco de retrocesso nos apoios à vida independente
O Orçamento de Estado para 2026 foi justamente elogiado por se abster dos clássicos “cavaleiros orçamentais”, designação pela qual são conhecidas as...

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Que espero do novo Presidente da República?
Está próxima a eleição do novo Alto Magistrado da Nação. Temos mais duas semanas para que os candidatos, de forma serena, com objetividade e no âmbito dos...