ASSOCIAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE MIRANDA DO CORVO

Nova residencial para deficientes

A Associação para o Desenvolvimento e Formação Profissional de Miranda do Corvo (ADFP) concluiu a semana passada uma nova unidade residencial com capacidade para 45 utentes de idade superior aos 16 anos, portadores de deficiências motoras e mentais, doenças do foro psiquiátrico ou neurológico.
O novo lar integra-se no Centro Social Comunitário, complexo com uma área de 40.000 m2 que alberga uma vasta série de infra-estruturas da ADFP e onde vivem mais de 200 pessoas, desde os três meses aos 100 anos.
No Centro Social Comunitário vivem crianças, mulheres vítimas de violência, deficientes e doentes crónicos, idosas pessoas sem autonomia

O edifício cujas obras se concluíram a semana passada possui uma área de 1.700 m2 de construção repartida por dois pisos, com amplas áreas de circulação, onde se procuram reduzir as barreiras arquitectónicas, zonas de convívio, serviço de saúde, copa, refeitório, instalações sanitárias completas com banho de ajuda.
A nova residência possui 21 quartos duplos e três individuais, todos com quarto de banho privativo, televisão, telefone e aquecimento central.
Todas as dependências dispõem de um sistema de detecção de incêndios e do respectivo equipamento de combate.
Um edifício que propicia uma resposta eficaz e humanizada, promovendo-
-se ao máximo a autonomia dos seus utentes, afirma a direcção desta IPSS do distrito de Coimbra.
Para que o contacto com a natureza seja uma constante, junto ao lar existe um grande espaço relvado /ajardinado com mesas, bancos e um polidesportivo ao ar livre.
O investimento total ronda os 700 mil euros, 300 mil provenientes de subsídio estatal extraordinário, 150 mil da Câmara Municipal de Miranda do Corvo e os restantes 250 mil suportados pela instituição.

Edifício pronto, já devidamente equipado, mas ainda sem poder funcionar:
"A entrada em funcionamento está dependente da Segurança Social e/ou do Governo assinarem com a ADFP um acordo de colaboração com financiamento dos custos de funcionamento" - afirmou o Presidente da Direcção ao Solidariedade.
"Sem este apoio do Estado" - prossegue o médico Jaime Ramos, "a instituição só poderia admitir residentes oriundos de famílias com capacidade económica, utentes capazes de suportarem os custos.
Ora, o Governo já anunciou um aumento de apoios para residências para deficientes com dinheiros do Totoloto, pelo que a ADFP aguarda a todo o momento uma decisão governamental que permita a abertura desta excelente residencial".

 

Data de introdução: 2006-05-07



















editorial

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