JORNADAS DIOCESANAS DA CARITAS

Uma Sociedade criadora de emprego, o caso da Península de Setúbal

Nos dias 3 e 4 de Maio a Cáritas Diocesana de Setúbal, realizou no Auditório Municipal Charlot as Jornadas Diocesanas, subordinadas ao tema – Uma Sociedade criadora de emprego, o caso da Península de Setúbal.

Durante dois dias reflectiu-se sobre os desafios que se colocam hoje às organizações e à sociedade em geral, no que respeita ao combate ao elevado desemprego da península de Setúbal e ainda a necessidade de adaptação das práticas das entidades empregadoras, tendo em vista a manutenção dos postos de trabalho e ainda a integração da região numa economia globalizada.

A identificação da necessidade da economia se reestruturar à medida da pessoa, a caracterização dos actuais modelos de sociedade, o exemplo de boas práticas de PMEs e iniciativas da sociedade civil e movimentos da igreja, a formação do homem enquanto sujeito e destinatário do desenvolvimento, foram os temas abordados, centrando-se o pensamento na questão social e ainda na própria Doutrina Social da Igreja.

No final da sessão, a qual contou com a presença do Secretário de Estado da Segurança Social, Dr. Pedro Marques, Bispo de Setúbal, Dom Gilberto Canavarro dos Reis, Governadora Civil, Arq. Teresa Almeida e ainda Presidente da Associação de Municípios da Região de Setúbal, Dra. Ana Teresa Vicente, foram lidas as conclusões das jornadas, as quais apresentaram como prioridade de intervenção as seguintes propostas:

- Promover uma estreita articulação, no terreno, entre os serviços de acção social públicos ou privados e os de emprego e formação;
- Promover um trabalho sistemático de atendimento personalizado e de motivação para projectos de vida pessoal;
- Promover através de uma bolsa de ideias empreendedoras, a criação de postos de trabalho em qualquer actividade;
- Promover o acompanhamento dos processos de desemprego de cada pessoa abrangida;
- Promover uma avaliação conjunta e integrada dos casos abrangidos e a adopção de novas actuações recomendáveis;
- Garantir a avaliação periódica de resultados e de situações pendentes, por representantes de ambos os tipos de serviço;
- Promover a formação informal;
- Promover a difusão do capital humano dos mais velhos, no plano organizacional e societário;
- Promover o apoio aos desempregados nos domínios da terapia ocupacional;
- Criar uma agência regional para a promoção de boas práticas de empregabilidade, depositária e avaliativa de ideias inovadoras;
- Criar grupos locais de estudo da Doutrina Social da Igreja;
- Criar grupos informais de apoio aos desempregados;
- Promover o microcrédito como instrumento de apoio à criação do próprio emprego;
- Avaliar ao nível concelhio a taxa de empregabilidade dos formandos provenientes de acções de formação promovidas pelo IEFP;
- Promover a participação dos diversos agentes na discussão dos Planos de Formação promovidos pelo IEFP para a Península de Setúbal;
- Promover na Península a divulgação de boas práticas de emprego e de formação;
- Reforçar o papel da Rede Social enquanto agente coordenador da intervenção social e promotor da inclusão.

 

Data de introdução: 2006-05-20



















editorial

ANO NOVO – NOVOS DESAFIOS

(...) Deve relevar-se como um passo muito significativo o compromisso constante do Pacto de Cooperação, no sentido de o Estado e as Instituições deverem repartir de forma equitativa os encargos com as respostas sociais em que existem...

Não há inqueritos válidos.

opinião

JOSÉ A. SILVA PENEDA

A revisão do Pacto para a Solidariedade
Nos últimos dias do ano transato os Presidentes da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (AMNP), da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), da...

opinião

EUGÉNIO FONSECA, PRES. CONF. PORT. DO VOLUNTARIADO

ESTRATÉGIA NACIONAL DE COMBATE À POBREZA: Um nobre desafio a Portugal
Finalmente, foi aprovada uma Estratégia Nacional de Combate à Pobreza (ENCP). Apesar de haver aspetos importantes por conhecer, no que respeita a exequibilidade desta Estratégia, em...