TRABALHO

UGT diz que modelo de flexisegurança não é aplicável em Portugal

O secretário-geral da UGT, João Proença, considera que o modelo de "flexisegurança" não é exportável e defendeu que a flexibilidade tem que ser feita dentro das empresas. "Cada país tem a solução, mas é um modelo que não é exportável para Portugal", afirmou João Proença em conferência de imprensa.

João Proença sustentou que na Dinamarca, país onde o modelo da "flexisegurança está a ser desenvolvido, existe um alto nível de qualificação e baixa precariedade laboral, ao contrário do que se verifica em Portugal. "Não é aplicável", sublinhou o dirigente sindical, defendendo que a "boa flexibilidade é a que é feita dentro da empresa" através da adaptabilidade e da contratação colectiva.

O Diário Económico noticiou que o Governo pretende adoptar o modelo da "flexisegurança", já usado em países como a Dinamarca ou a Holanda (onde foi criado), que prevê maior e melhor protecção ao trabalhador em caso de desemprego, mas também maior flexibilidade nos despedimentos e contratações.

Segundo o jornal, o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, José Vieira de Carvalho, garantiu à margem da Cimeira Ibérica que decorreu no passado fim-de-semana em Badajoz, que o Governo quer aplicar este regime. O primeiro-ministro, José Sócrates, também já referiu por diversas vezes que o modelo dinamarquês deve servir de "inspiração" à reforma laboral portuguesa.

No entanto, fonte oficial do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social afastou que o Governo queira adoptar o modelo, apesar de afirmar que está em curso " uma revisão do Código do Trabalho". A mesma fonte disse à agência Lusa que as eventuais alterações ao Código do Trabalho estão a ser ponderadas pela Comissão do Livro Branco para as Relações Laborais, nomeada na passada semana. "Se vai haver ou não alguma coisa inspirada na
"flexisegurança"? Talvez, mas não é o modelo de "flexisegurança", assegurou a mesma fonte.

29.11.2006

 

Data de introdução: 2006-11-29



















editorial

Autonomia das IPSS

Um provedor para zelar pela autonomia de todas as IPSS só seria admissível se fosse escolhido pelo conjunto de todas as IPSS, de todas as suas origens, de todas as afinidades e de todas as Entidades Representativas. 

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Estado e Sociedade - complementaridade e cooperação
As relações entre o Estado e as diferentes Organizações da sociedade civil têm sido alvo de muitos debates, mas permanecem em muitas mentes algumas...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Creche gratuita: o compromisso cumpre-se com vagas
A gratuitidade das creches é um compromisso político forte com as famílias e, para muitas delas, uma esperança concreta. Mas só é real quando se traduz numa vaga...