ESTUDO SOBRE O ATL

Estudo demonstra que respostas das IPSS são as preferidas pelos pais

As respostas oferecidas pelas instituições particulares de solidariedade social para a ocupação dos tempos livres das crianças continuam a estar no topo das preferências dos pais, segundo um estudo apresentado publicamente sábado passado, 3 de Fevereiro, pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima. O estudo mostra que as IPSS são procuradas apesar do alargamento das ofertas estatais. “Pelos números que disponibilizamos, apesar da turbulência, só houve 5 a 6 % de diminuição dos nossos ATL”, afirma o Pe. Lino Maia, presidente da CNIS. “Isto é sinal que as IPSS oferecem garantias de um passado, de um presente e de uma permanência de respeito, que não está ao sabor de conjecturas”, refere o dirigente.

O prolongamento dos horários no 1.º ciclo, com novas actividades extracurriculares entre as 14.30 e as 17.30, lançou a dúvida em torno do futuro de milhares de ateliês dos tempos livres (ATL) e dos respectivos funcionários. O mesmo estudo prevê ainda que, a concretizar-se esta política educativa, podem ficar sem emprego cerca de um milhar de pessoas.

A Ministra da Educação e o Ministro do Trabalho e da Segurança Social já tomaram conhecimento deste documento e, segundo o Pe. Lino Mais, “as perspectivas são boas para as IPSS, na medida em que ficou reconhecida a importância e a experiência de anos das instituições nesta valência”. “A Ministra é conhecedora da situação”, afirma o líder da Confederação, que acredita que “será respeitada a subsidiariedade, pois somos considerados um parceiro privilegiado e inestimável”.

O dirigente afirma ainda que às IPSS não lhes basta o serviço de pontas, reconhecendo contudo a sua importância. Para o próximo ano lectivo, a meta é a de alcançar um enquadramento legal que ponha em funcionamento o triângulo instituições de solidariedade, autarquias e agrupamentos escolares. “A promessa que tivemos da senhora Ministra é que muito breve se começará a dar sinais para o funcionamento efectivo desse triângulo, mas ainda não está estabelecido um sistema de coordenação”, adianta o líder da CNIS. O dirigente refere ainda que os principais problemas se põem, neste momento, ao nível das autarquias. “As câmaras municipais são o parceiro com quem está a ser mais difícil estabelecer o diálogo, mas talvez com o novo enquadramento legal as coisas melhorem”, diz.

O líder da Confederação afirma que as IPSS “não estão em competição com ninguém, apenas querem é prestar um serviço à comunidade”, reafirmando a necessidade de que “o Estado assegure a possibilidade dos pais poderem escolher”.
O estudo analisou a situação de 461 instituições de solidariedade de todo o país, que equivale a um terço do total das inscritas com a valência de ATL, abrangendo 44 por cento do universo total de 1049 instituições filiadas na CNIS.

 

Data de introdução: 2007-02-08



















editorial

Autonomia das IPSS

Um provedor para zelar pela autonomia de todas as IPSS só seria admissível se fosse escolhido pelo conjunto de todas as IPSS, de todas as suas origens, de todas as afinidades e de todas as Entidades Representativas. 

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