FÓRUM INTERNACIONAL

Milhões de crianças são vítima de exploração

Cerca de 200 mil crianças morrem anualmente em conflitos bélicos, mais de 400 milhões são alvo de exploração laboral, dois milhões são vítimas de tráfico sexual e igual número sofre mutilações. Estes números, que constam de um estudo da responsabilidade do Centro Rainha Sofia, serão analisados no final desta semana, em Valência, no Fórum Internacional "Infância e Violência".

Anualmente, dois milhões de crianças, a maioria raparigas entre os cinco e os 15 anos, são exploradas com fins sexuais, sendo quase todas vendidas ou entregues para adopção pelos próprios pais, indica o estudo.

Crianças-soldados

Os conflitos armados continuam, entretanto, a ser o principal palco de violência infantil, com mais de 200 mil crianças assassinadas e mais de 600 mil feridas, das quais seis mil mortas por minas anti-pessoais. Por cada militar que morre, há, em média, nove vítimas civis, a maioria mulheres e crianças. Os conflitos armados deixam ainda, anualmente, uma média de 3,5 milhões de crianças refugiadas e deslocadas. Quanto às crianças-soldado, estima-se que atinjam as 300 mil nos conflitos em curso em vários continentes.

A nível laboral, as estimativas apontam para que sejam exploradas mais de 400 milhões de crianças, em muitos casos com menos de dez anos, metade das quais a realizar trabalhos perigosos.

Os maus-tratos de menores no seio familiar aumentaram 150 por cento nos últimos anos, com os jovens entre os 16 e os 17 anos a serem os mais afectados.

28.02.2007 Fonte: Jornal de Notícias

 

Data de introdução: 2007-02-28



















editorial

Plano interministerial e intersectorial para a Saúde e Longevidade da população (I)

O caminho da consciencialização pública e política sobre a necessidade de um Plano interministerial e intersectorial para a Saúde e Longevidade da população, cuidando do envelhecimento ao longo da vida, tem já um longo...

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Por uma democracia melhor
Vivemos num regime democrático. Este modelo de governação não é novo. Remonta aos tempos da Grécia Antiga. Não sendo, ainda, um modelo perfeito, é...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

PSU: um regresso à inserção ainda por confirmar
Volto ao tema da Prestação Social Única, que tratei no artigo anterior. A simplificação dos apoios sociais é, em si mesma, uma boa ideia. O problema estava —...