VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

MEP propõe provedor da vítima e exige reforço das medidas de protecção

O Movimento Esperança Portugal (MEP) propôs a criação de um provedor da vítima de violência doméstica e exigiu do Governo o reforço das medidas de protecção, como o alargamento da rede de casas de abrigo. O cargo de provedor da vítima de violência doméstica, defendeu o MEP, deve ser ocupado preferencialmente por um magistrado que seja um "interface de contacto, especializado e confiável".

Em comunicado, o partido liderado por Rui Marques, ex-Alto Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas, defendeu a "realizaçäo imediata" de uma conferência de avaliação da estratégia de combate à violência doméstica", que envolva quer organismos do Estado quer Organizações não Governamentais.

Rui Marques exigiu que o governo defina, "no prazo de 30 dias", o reforço das medidas de protecção das vítimas, "particularmente da rede de Casas abrigo".

"A título de exemplo, a misericórdia de Estremoz esperou quase três anos, até Maio de 2008, pelo acordo com a Segurança Social para abrir uma casa de abrigo para vítimas de violência doméstica naquela cidade", sublinhou.

O líder do MEP propôs a "mobilização da rede social e das instituições de solidariedade social de proximidade" para uma "protecção comunitária" das vítimas.

"Se nada for feito corremos o risco de ver agravar este quadro terrível de vítimas de violência doméstica. Projectando para o final do ano, ao ritmo actual chegaremos ao fim de 2008 com um número de vítimas superior a 45, o que, a verificar-se, constituirá um triste recorde na última década", sustentou.

01.09.2008

 

Data de introdução: 2008-09-01



















editorial

Plano interministerial e intersectorial para a Saúde e Longevidade da população (II)

Pelo Despacho n.º 2367/2025, “o XXIV Governo Constitucional, em consonância com os compromissos assumidos no seu programa de governação e no Compromisso de Cooperação para o Setor Social e Solidário para o biénio...

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Em memória de Eugénio Fonseca
Perdemos em agosto Eugénio Fonseca, de quem fui, nestes últimos anos, companheiro de colunas de opinião aqui no Solidariedade. Partiu um homem bom. Esta homenagem nasce da amizade, do...

opinião

EUGÉNIO FONSECA (1957-2026)

Calou-se uma voz importante da solidariedade
Eugénio Fonseca, presidente da Confederação Portuguesa de Voluntariado, morreu a 12 de agosto de 2026, aos 69 anos, vítima de paragem cardiorrespiratória.