Social(mente) discursando

A confluência de crises que nos últimos tempos se abateram sobre a Europa, e com danos de especial gravidade na sociedade portuguesa, deve merecer, por parte de quantos nos dedicamos às CAUSAS SOCIAIS, uma profunda reflexão!
A nossa classe política já começa a afinar os discursos que servirão de “isca” para a captação de votos em eleições que se avizinham.
E o “social” lá aparece como cabeça de cartaz em tudo quanto são promessas, objectivos ou metas, como agora costumam chamar-lhes!

É claro que, se estivéssemos todos empenhados na criação de uma “mente” social, os discursos e as promessas em favor dos mais carenciados poderiam inserir-se numa pedagogia política centrada nos cidadãos que deveria merecer a prioridade das políticas sociais de qualquer governo, que seria de aplaudir!
Porém, se a práticas política e/ou social de quem faz promessas já antes feitas e nunca cumpridas, neste caso, continuar a fazer as mesmas promessas é andar a “mentir” a quem merece respeito e solidariedade nas situações de pobreza severa que continua a ensombrar 18% da população portuguesa!
Acabámos de evocar o DIA INTERNACIONAL DA ERRADICAÇÃO DA POBREZA.

Não será já tempo de passar das boas palavras às “boas práticas”?
Estaremos nós, dirigentes sociais, à altura dos desafios que os imensos e complexos problemas sociais com que convivemos, nas nossas comunidades, nos colocam?
Para além daquilo que vamos fazendo nas nossas valências e equipamentos sociais
(que é muito…mas não será, eventualmente, suficiente) não deveríamos interrogar-nos sobre o nosso posicionamento na sociedade portuguesa, valorizando muito mais a componente de MOVIMENTO SOCIAL que tem andado bastante arredada da nossa pedagogia e intervenção cívica e de cidadania?
Costuma dizer-se que é feio perder por “falta de comparência”!
Quando começar a temporada do SOCIAL(MENTE) DISCURSANDO, qual vai ser o nosso contributo de cidadania em defesa de políticas sociais que possam ir revertendo a situação da pobreza de tantos concidadãos?
Vamos a jogo…ou cairemos na tentação de ficar na bancada a assobiar para o lado?

 

Data de introdução: 2008-11-14



















editorial

VII Congresso da CNIS: Conclusões

Nos dias 7 e 8 de outubro de 2026, em Aveiro, o VII Congresso da CNIS refletiu sobre a Pobreza e a Proteção Social, dois dos maiores desafios das sociedades contemporâneas e temas que exigem uma mobilização coletiva e permanente. Num contexto...

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Viver mais exige um país diferente
Quando, em 1990, a ONU instituiu o 1 de outubro como Dia Internacional das Pessoas Idosas, falou da “proteção e promoção dos direitos dos idosos, incluindo o contributo...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Em memória de Eugénio Fonseca
Perdemos em agosto Eugénio Fonseca, de quem fui, nestes últimos anos, companheiro de colunas de opinião aqui no Solidariedade. Partiu um homem bom. Esta homenagem nasce da amizade, do...