HOMOSSEXUALIDADE

Vaticano congratula-se com apelo à despenalização mas näo o subscreve

O Vaticano congratulou-se com o apelo deixado por 66 países pedindo a despenalização universal da homossexualidade mas não o subscreve por incluir categorias como "orientaçäo sexual" e "identidade de género" que "não encontram reconhecimento ou uma definição comum na lei internacional". A posiçäo do Vaticano foi divulgada pela Ecclesia - Agência de Notícias da Igreja Católica em Portugal, segundo a qual a Santa Sé manifestou o seu apreço em relação ao apelo deixado por 66 países pedindo a despenalização universal da homossexualidade, posição assumida num comunicado, publicado pelo sítio oficial do Vaticano.

Na quinta-feira, 66 países, incluindo Portugal, apelaram a que as Nações Unidas (ONU) aprovem a despenalizaçäo universal da homossexualidade.

O apelo tem como base o princípio da universalidade dos Direitos Humanos, consagrados na Declaraçäo Universal que este ano completa sessenta anos e que estabelece, no seu primeiro artigo, que "todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos".

Para o Vaticano, "näo obstante a justa condenaçäo da declaração sobre todas as formas de violência" feita no apelo, o documento "quando considerado na sua totalidade, vai para além desse objectivo e dá azo a incertezas legais e desafia normas existentes em matéria de direitos humanos".

Segundo a Agência Ecclesia, a Santa Sé näo subscreve o apelo porque inclui categorias como "orientação sexual" e "identidade de género" que "não encontram reconhecimento ou uma definiçäo comum na lei internacional".

O Vaticano considera que, se estes conceitos "fossem tomados em consideração na proclamação e implementação de direitos fundamentais, criariam uma séria incerteza jurídica e minariam também a capacidade dos Estado de aderirem ou reforçarem convenções e práticas sobre direitos humanos, novas ou já existentes", escreve a Agência de Notícias da Igreja Católica em Portugal

19.12.2008

 

Data de introdução: 2008-12-21



















editorial

VII Congresso da CNIS: Conclusões

Nos dias 7 e 8 de outubro de 2026, em Aveiro, o VII Congresso da CNIS refletiu sobre a Pobreza e a Proteção Social, dois dos maiores desafios das sociedades contemporâneas e temas que exigem uma mobilização coletiva e permanente. Num contexto...

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Viver mais exige um país diferente
Quando, em 1990, a ONU instituiu o 1 de outubro como Dia Internacional das Pessoas Idosas, falou da “proteção e promoção dos direitos dos idosos, incluindo o contributo...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Em memória de Eugénio Fonseca
Perdemos em agosto Eugénio Fonseca, de quem fui, nestes últimos anos, companheiro de colunas de opinião aqui no Solidariedade. Partiu um homem bom. Esta homenagem nasce da amizade, do...