OPINIÃO

Falências

Esperando não contagiar negativamente os leitores do SOLIDARIEDADE, atrevo-me a passar por esta coluna de opinião uma reflexão sobre um tema que cada vez mais é título de jornais e pretexto para serviços noticiosos de rádios e televisões.
Com efeito, avisos de falências e/ou pré-falências de empresas de pequena, grande e média dimensão começam a ser recorrentes! Já quase não são notícia, dada a frequência com quem as vemos a ocupar a comunicação social!
Na raiz da palavra “falência” está o verbo “falecer”. Deste verbo destaca-se a forma do pretérito FALECEU, à qual associamos o fim de vida de alguém que deixou o activo e partiu para novos mundos à busca de um descanso eterno e infinito!

De algum modo, quando uma, 10, 100 empresas fecham por falência, há uma espécie de “falecimento/morte” de uma actividade que constituía razão de viver e sustento familiar para quem deseja ganhar honradamente o seu pão.

E quando o risco de falência não se confina ao sector empresarial ou produtivo, atingindo pessoas e famílias inteiras?
Sim, a falência de famílias e de cidadãos, a quem a Constituição da República garante direitos sociais nos bons e maus momentos, é cada vez mais um atentado à cidadania e à dignidade humana de muita gente que começa a ter mais medo de viver do que de morrer, tantas são as incertezas e inseguranças pelas quais se sentem ameaçada!

E se as “linhas de crédito” (que começam a ficar desacreditadas de tão propaladas mas sem efeitos à vista) ainda se poderão considerar uma “bóia de salvação” para empresas, para as famílias e cidadãos destroçados por uma crise económica, social e muitas vezes familiar que lhes retira a alegria de viver, só uma solidariedade de rosto humano, aquecida por afectos de corações sensíveis, poderá servir de porto de abrigo a quem anda perdido no alto mar das muitas crises que se cruzam no seu viver!

Agora, mais que nunca, temos de ser uns para os outros, exigindo do Estado que assuma os deveres correspondentes aos direitos sociais contemplados na Constituição da República, na expectativa de que o bom povo vá estando atento e resolvendo por solidariedade o que cada concidadão é devido por imperativo ético e humanista!

 

Data de introdução: 2009-04-09



















editorial

O TRIÂNGULO DA COOPERAÇÃO

A consciência social, aliada ao dever ético da solidariedade, representa uma instância suprema de cidadania, um compromisso inalienável para com os mais vulneráveis e em situação de marginalidade, exclusão e pobreza.

Não há inqueritos válidos.

opinião

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