CRISE

Misericórdias alertam para riscos para sustentabilidade devido a aumento dos preços e dívidas do Estado

A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) alertou para os "riscos sérios para a sustentabilidade financeira" destas instituições provocados pelo aumento dos preços de bens como luz e água e uma eventual subida dos impostos, além de dívidas do Estado. Esta posição surgiu no final do Conselho Nacional da UMP, que reuniu extraordinariamente, em Lisboa, "no quadro da grave crise económica, financeira e social que o país atravessa".

A UMP alertou para o "aumento significativo e crescente da procura dos serviços das misericórdias, numa altura em que também estas instituições se vêem com maiores despesas". Para tal está a contribuir o "atraso significativo do Estado nos pagamentos resultantes de obrigações contratuais já assumidas com as misericórdias".
Nas unidades de cuidados continuados integrados o atraso do Estado está a provocar "rupturas de tesouraria e incerteza quanto ao futuro", segundo a UMP.

O presidente da UMP, Manuel Lemos, chamou a atenção para o "exemplo gritante" do aparecimento de novos pobres que se traduzem no aumento muito significativo dos utentes das cantinas sociais. Apesar de se manifestar um optimista, Manuel Lemos frisou a necessidade de o Governo cumprir os compromissos contratuais assumidos. "Não fomos nós [misericórdias] que fomos ter com o Governo. Foi ele que nos procurou", disse.

A UMP decidiu ainda, neste encontro, transmitir à opinião pública e aos agentes políticos que "se o Estado não cumprir pontualmente as suas obrigações para com as misericórdias estará em risco a almofada social que estas proporcionam sobretudo aos portugueses mais carenciados". Existem 398 misericórdias, que prestam serviço a mais de 700 mil utentes.

 

Data de introdução: 2011-10-08



















editorial

VII Congresso da CNIS: Conclusões

Nos dias 7 e 8 de outubro de 2026, em Aveiro, o VII Congresso da CNIS refletiu sobre a Pobreza e a Proteção Social, dois dos maiores desafios das sociedades contemporâneas e temas que exigem uma mobilização coletiva e permanente. Num contexto...

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Viver mais exige um país diferente
Quando, em 1990, a ONU instituiu o 1 de outubro como Dia Internacional das Pessoas Idosas, falou da “proteção e promoção dos direitos dos idosos, incluindo o contributo...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Em memória de Eugénio Fonseca
Perdemos em agosto Eugénio Fonseca, de quem fui, nestes últimos anos, companheiro de colunas de opinião aqui no Solidariedade. Partiu um homem bom. Esta homenagem nasce da amizade, do...