OPINIÃO

NASCER: Direito dos Direitos

Bem diz o povo que um mal nunca vem só!
Anda a gente ocupada e preocupada com as crises financeiras, económicas e sociais e, de repente, fica a saber que as estatísticas nos brindaram também com um (des)honroso 2º lugar entre os países do mundo com menor natalidade!

Apesar de saber que muito boa gente considera a questão da natalidade como um preconceito ideológico (!) e que apelar à importância da natalidade constitui uma mentalidade passadista…ouso arriscar algumas considerações sobre o 2º lugar que Portugal ocupa no ranking mundial da natalidade.
Fala-se muito (e bem) no direito das crianças a um colo, a um berço, a afectos, à “protecção da Sociedade e do Estado, com vista ao seu desenvolvimento integral, especialmente contra todas as formas de abandono, de discriminação e de opressão…a uma especial protecção às crianças órfãs, abandonadas ou, por qualquer outra forma, privadas de um ambiente familiar normal” (ponto 1 do artigo 69º da Constituição).

Porém, para que se possam verificar todos estes direitos, terá de acontecer o amor e a decisão de um pai e de uma mãe que se multiplique em mais amor, chamando à VIDA uma criança, concedendo-lhe o dom do primeiro direito: o DIREITO A NASCER!

E se a decisão de chamar um filho ou filha à VIDA depende dos seus primogenitores, aos Estados compete desenvolver políticas amigas da natalidade, que assegurem aos pais, que o desejarem ser, um conjunto de apoios que lhes permitam dar educação, sustento e futuro aos filhos que decidirem brindar com o DIREITO NASCER!
No caso do Estado português, basta cumprir também o artigo 68º da mesma Constituição onde, entre outras afirmações, está expressamente escrito: “ a maternidade e a paternidade constituem valores sociais eminentes” !
Infelizmente…a prática política nega a protecção garantida pela Constituição! É pena, mas é assim!

Pe. José Maia

 

Data de introdução: 2011-11-12



















editorial

Plano interministerial e intersectorial para a Saúde e Longevidade da população (I)

O caminho da consciencialização pública e política sobre a necessidade de um Plano interministerial e intersectorial para a Saúde e Longevidade da população, cuidando do envelhecimento ao longo da vida, tem já um longo...

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Por uma democracia melhor
Vivemos num regime democrático. Este modelo de governação não é novo. Remonta aos tempos da Grécia Antiga. Não sendo, ainda, um modelo perfeito, é...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

PSU: um regresso à inserção ainda por confirmar
Volto ao tema da Prestação Social Única, que tratei no artigo anterior. A simplificação dos apoios sociais é, em si mesma, uma boa ideia. O problema estava —...