PROTOCOLO DE COOPERAÇÃO 2011/2012

Famílias podem ter de pagar mais pelos serviços para ajudar carenciados

As famílias sem dificuldades económicas que usam as instituições de solidariedade social podem ser chamadas a pagar um pouco mais pelos serviços, de acordo com o protocolo celebrado entre o Governo e as instituições. "A flexibilização da comparticipação das famílias é uma das novas medidas deste protocolo, que dá uma certa liberdade às instituições para que solicitem a quem pode suportar os custos a ser generoso", explicou à Lusa Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).

Esta é mais uma das novidades dos protocolos de cooperação entre o Governo, a CNIS, a Uniäo das Misericórdias Portuguesas e a Uniäo das Mutualidades Portuguesas que seräo assinados hoje à tarde, numa cerimónia onde estará presente o primeiro-ministro e o ministro da Solidariedade e Segurança Social.

Apesar de os protocolos não definirem valores máximos a pagar pelos serviços usados, Lino Maia garantiu que haverá "moderação das instituições" e que "a resposta de uma IPSS nunca ficará mais cara do que a de um sector lucrativo".

Para o padre Lino Maia, faz sentido que seja pedido a quem recorre às instituições de solidariedade que seja generoso. Desta forma, as IPSS terão capacidade financeira para ajudar mais pessoas.

 

Data de introdução: 2012-01-18



















editorial

Autonomia das IPSS

Um provedor para zelar pela autonomia de todas as IPSS só seria admissível se fosse escolhido pelo conjunto de todas as IPSS, de todas as suas origens, de todas as afinidades e de todas as Entidades Representativas. 

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Estado e Sociedade - complementaridade e cooperação
As relações entre o Estado e as diferentes Organizações da sociedade civil têm sido alvo de muitos debates, mas permanecem em muitas mentes algumas...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Creche gratuita: o compromisso cumpre-se com vagas
A gratuitidade das creches é um compromisso político forte com as famílias e, para muitas delas, uma esperança concreta. Mas só é real quando se traduz numa vaga...