NOVA LEI DO ARRENDAMENTO

Governo tenta evitar "despejos de raiva"

O Governo decidiu avançar com algumas alterações ao cálculo das indemnizações a pagar pelo senhorio ao inquilino, com vista a desincentivar os designados «despejos de raiva», isto é, os despejos que resultam de comportamentos abusivos do senhorio.

Segundo uma fonte oficial do Ministério das Cidades, José Luís Arnaut vai aumentar o valor de referência das indemnizações de três para quatro anos, no arrendamento habitacional, e de quatro para seis anos, no arrendamento comercial.

Além disso, o Governo decidiu avançar com mecanismos para pressionar os senhorios a aproximarem a sua proposta à dos inquilinos, de modo a evitar comportamentos «raivosos» ou «vingativos» da parte daqueles.

De acordo com informações avançadas pelo Jornal de Negócios, sempre que o senhorio recuse uma contra-proposta do inquilino que difira em menos de 20% da sua própria proposta, o valor da indemnização a pagar será majorado em 50%. Nos casos em que o diferencial for inferior a 10% a indemnização duplica.

O pacote de medidas destinado a travar os «despejos de raiva» contempla ainda a possibilidade do inquilino optar por receber uma indemnização calculada com base no valor da proposta inicial. O Governo pretende deste modo dissuadir os senhorios de pedirem rendas exageradamente altas, com o único objectivo de expulsar o respectivo inquilino.

A mesma fonte acrescentou ainda que serão criadas «almofadas de protecção» para casos específicos no arrendamento comercial.

 

Data de introdução: 2004-10-23



















editorial

Plano interministerial e intersectorial para a Saúde e Longevidade da população (II)

Pelo Despacho n.º 2367/2025, “o XXIV Governo Constitucional, em consonância com os compromissos assumidos no seu programa de governação e no Compromisso de Cooperação para o Setor Social e Solidário para o biénio...

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Em memória de Eugénio Fonseca
Perdemos em agosto Eugénio Fonseca, de quem fui, nestes últimos anos, companheiro de colunas de opinião aqui no Solidariedade. Partiu um homem bom. Esta homenagem nasce da amizade, do...

opinião

EUGÉNIO FONSECA (1957-2026)

Calou-se uma voz importante da solidariedade
Eugénio Fonseca, presidente da Confederação Portuguesa de Voluntariado, morreu a 12 de agosto de 2026, aos 69 anos, vítima de paragem cardiorrespiratória.