BRUTO DA COSTA. PRESIDENTE CNJP

Combate à pobreza não é objectivo actual em Portugal

O presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz afirmou que o combate à pobreza "não é um objectivo" actual da política em Portugal, que acusa de estar interessada apenas nos "números" da "contabilidade orçamental". "Tudo quanto não seja uma contabilidade orçamental não conta. A pobreza
é uma consequência que vem ou não vem e, se vier, mal, mas lá por isso não deixa de vir. Se não vier, melhor. Mas não é uma preocupação [o seu combate], um objectivo da política nacional neste momento", afirmou Alfredo Bruto da Costa, à margem de um seminário sobre a família, realizado em Viana
do Castelo. O presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) afirma que a própria economia, "que também tem os seus números, não é uma grande preocupação" atualmente. "O que interessa são aqueles indicadores que não só numéricos, são menos do que numéricos porque são monetários, orçamentais e financeiros", criticou.

Bruto da Costa confessou especial "preocupação" com o número de desempregados que em Portugal já integram um nível que classifica como de pobreza, mas realça que a verdadeira dimensão do problema ainda não está quantificada. "Nós não temos, neste momento, a informação que seria necessária para sabermos qual foi o verdadeiro impacto da crise e das políticas contra a crise no agravamento da pobreza e na alteração do perfil da pobreza", disse ainda.

Defendeu a necessidade de estabelecer apoios para quem está em situação de pobreza, mas que não passam apenas pela "política social" e de "alimentar e vestir", tendo em conta que o objectivo de quem está desempregado deve ser voltar ao trabalho. "E isto é um problema económico, não é um problema de política social. Mas há gente que pensa que a pobreza se resolve apenas com política social", garantiu, enfatizando: "A noção de que a pobreza se não ataca apenas com políticas sociais é fundamental. Se não, não podemos dar o salto qualitativo nesta matéria".

 

Data de introdução: 2013-05-23



















editorial

Magnifica Humanitas

Na encíclica, Leão XIV dirige o olhar da Igreja para uma pergunta decisiva do nosso tempo: o que acontece com o homem quando a tecnologia passa a influenciar a própria compreensão da realidade, da verdade e da dignidade humana? 

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Da inserção à fiscalização dos pobres
O Governo apresentou à Assembleia da República uma proposta de alteração legislativa que cria a Prestação Social Única, substituindo diversas...

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Para uma “Magnífica Humanidade”
Não vou abordar o conteúdo específico da Encíclica “Magnifica Humanitas”, do atual Papa, “sobre a salvaguarda da pessoa humana na Era da...