SEM-ABRIGO

Plano de inclusão prevê planos individuais de reinserção social até ao final de 2010

O Governo quer que 80 por cento das pessoas identificadas como "sem abrigo" estejam inseridas em planos individuais de reinserção social até ao final de 2010. Esta é uma das medidas do Plano Nacional de Inclusão (PNAI) 2008/2010, um documento entregue na Comissão Europeia que agrega as medidas dos vários ministérios para o combate à pobreza.

No âmbito deste plano, o Governo propõe-se criar planos individuais de reinserção com acompanhamento personalizado a 80 por cento das pessoas identificadas como sem-abrigo.

Segundo o PNAI, desconhece-se o número global de pessoas sem-abrigo no país, sabendo-se, contudo, que são sobretudo homens em idade activa (30 aos 49 anos), solteiros ou divorciados, de nacionalidade portuguesa, com escolaridade básica e distribuídos por Lisboa e Porto.

Contudo, um estudo de 2006 do Instituto de Segurança Social apontava para a existência de pelo menos três mil pessoas nesta situação.

O estudo intitulado "Os Sem-Tecto: Realidades invisíveis", iniciado em 2004, revelava que 25 por cento das pessoas que viviam na rua tinham problemas familiares conjugais (conflitos vários, divórcios e falecimentos de pessoas próximas) e em 23 por cento dos casos evidenciavam problemas de saúde, nomeadamente toxicodependência, alcoolismo, doença física ou mental.

A falta de emprego (22 por cento) surge em terceiro lugar, ficando para último o problema de alojamento (17 por cento).

Ainda no âmbito do PNAI, está também prevista a criação até final de 2009 de uma base de dados na Internet sobre esta população.

Até 2010, o Governo quer que esteja garantida a utilização do sistema de informação e monitorização por todas as entidades públicas e privadas a nível nacional.

01.10.08

 

Data de introdução: 2008-10-02



















editorial

Autonomia das IPSS

Um provedor para zelar pela autonomia de todas as IPSS só seria admissível se fosse escolhido pelo conjunto de todas as IPSS, de todas as suas origens, de todas as afinidades e de todas as Entidades Representativas. 

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Estado e Sociedade - complementaridade e cooperação
As relações entre o Estado e as diferentes Organizações da sociedade civil têm sido alvo de muitos debates, mas permanecem em muitas mentes algumas...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Creche gratuita: o compromisso cumpre-se com vagas
A gratuitidade das creches é um compromisso político forte com as famílias e, para muitas delas, uma esperança concreta. Mas só é real quando se traduz numa vaga...